
Que o Brasil é um país machista todos sabemos. Mas o que mais me entristece é que muitas mulheres consentem com isso. São submissas, vivem um prol de seus filhos e marido, são submetidas a humilhação, agressão e constrangimento. Mesmo com a Lei Maria da Penha que nos defende, muitas ainda preferem permanecer sob o mesmo teto do opressor.
Fomos criados por paradigmas que impoem que homens podem e mulheres não. A mulher não pode ser mãe solteira ou mãe solteira com muitos filhos, não pode trair, não pode usar roupa curta ou decotada, não pode pegar geral, etc. Poder até pode, mas sempre serão julgadas, hostiladas e intituladas de nomes que não cabe mencionar. Já homens nessas mesmas condições não sofrem tanto. Lembrando que existem situações em que o homem está em desvantagem em relação a mulher, porem citei casos onde a sexualidade e caráter da mulher está em xeque.
Se tratando da vida profissional a mulher brasileira também está em desvantagem. E quando se fala da mulher negra a situação se agrava mais. De acordo com a Relação Anual de Informação Social (Rais), do Ministério do Trabalho, a mulher negra ganha, em média, R$ 790 e o salário do homem branco chega a R$ 1.671,00 – mais que o dobro. No número de empregos, a discriminação também é estampada pelos números. São 498.521 empregos formais de mulheres negras contra 7,6 milhões de mulheres brancas e 11,9 milhões de homens brancos.
Mesmo o Brasil sendo um país machista, ainda temos leis que nos protegem. Muitos países oprimem as mulheres e têm leis que sustentam o machismo.
Uma lei foi aprovada pelo governão afegão, em que as mulheres podem ser estupradas por seus maridos, e se mesmo assim elas resistirem os mesmo podem negar-lhes alimentação e abrigo. Além disso só podem trabalhar com a autorização de seus maridos e sairem de casa na companhia de um parente masculino. Sob o regime Talibã, a mulher afegã foi proibida de estudar, trabalhar, usar maquiagem, ir ao médico do sexo masculino, não pode sair sem burca, seu testemunho vale a metade do testemunho de um homem, não tem direito ao lazer, não pode cantar, usar salto e nem rir alto(todos esses atos podem corromper os homens). Agora o maior absurdo é contra uma mulher violentada sexualmente. Se ela denunciar o agressor, poderá ser acusada pelo crime de sexo fora do casamento, a não ser que tenha quatro testemunhas do sexo masculino a seu favor. Caso seja condenada, será detida e permanecerá sendo violentada pelos funcionários da detenção. Falando ainda do regime talibã, enquanto o homem pode casar-se com quantas mulheres desejar, a mulher que comete adultério é condenada desde a flagelação ao apedrejamento.
Na África do Sul mulheres homossexuais vêm sofrendo com o estupro coletivo. Esse caso foi relatado em uma entrevista, e em meio a entrevista um homem disse que "lésbicas deveriam morrer e que estão lhe dando uma lição".
Na China mulheres solteiras que já tenham dado a luz a um filho, serão submetidas a um aborto caso engravidem novamente. Se resistir ao aborto será detida e submetida a vários tipos de tortura.
Nestes países onde esses dogmas estão enraizados há anos, fica difícil intervir. Mas felizmente no Brasil as mulheres vêm ganhando independência e individualidade. Atualmente as mulheres buscam uma estabilidade financeira antes de constituir família, justamente para não depender do homem.
Essa autonomia feminina também faz parte evolução cultural e moral.
Então mulheres criem pelo menos coragem para matar barata. Assim não precisaremos dos homens para mais nada! Autonomia Ladies!
"O espírito de uma mulher que vive em defesa da justiça é belo, forte, imbatível e nobre" Daisaku Ikeda
25 de abril de 2010 às 01:58
Mulher de pele escura sofre muito ao redor do mundo...